'Bóra

Hora sim, hora não, quem sabe hoje, mais que amanhã?
A instabilidade, disposição em reunir com amigos e se divertir, ou trancar-me em casa e ficar sem fazer nada;
Sinto falta de mim mesmo “tirando o sarro” dos outros e deixando-os “prostitutos da vida”, sinto a minha falta, e o vazio que se faz!

Espero que seja conseqüência do tratamento que iniciei em agosto de 2008, e ao qual atribuo toda a culpa. Certamente há outros fatores que assimilados, tornam tudo isso maior. O término das aplicações semanais estão previstas para final de julho/2009 (48 semanas/ 1 ano de PegIntron), e com isso espero retornar ao velhos costumes, voltar a imprevisível maneira de ser, sem padrões, normas ou rotinas;
Despertar ao acaso de madrugada, sair num rolê de moto (se ainda possuí-la), de bike, ou mesmo de skate, ou pegar o carro e ir até a praia, seguir por alguma estrada desconhecida, acordar alguém pelo celular e “Você tava dormindo? Ptz! foi mal!”

Planos futuros, organização do dia-a-dia, fundos financeiros, todos atrás de um bom planejamento de vida, mas afinal pra que tudo isso se a morte vem ao acaso? (Desde tempos antigos, os soldados em guerra, durante as horas de descanso noturno se descontraíam bebendo e dançando, não festejavam nada, mas aproveitavam a vida que ainda lhes restavam diante da incógnita do amanhã!)